quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Ser Racional

Não há nada na nossa inteligência que não tenha passado pelos sentidos.
(Aristóteles)


Sentidos e sentimentos... penso se há realmente alguma maneira de dissociar a razão da emoção, principalmente naquelas situações onde estamos intimamente ligados ao outro. Como dizer a uma amiga que o cara que ela está apaixonada não é exatamente aquilo que ela enxerga, que precisa “ajustar o foco”? Como dizer a um escritor que sua obra não é boa, que falta conteúdo, sem magoa-lo? Como terminar uma relação de trabalho sem ressentimentos? Nessas horas, se a gente não segura o sentimento que insiste em nublar nosso raciocínio, caímos em ciladas praticamente indissolúveis. Aí, a amiga já não te escuta mais e resolve casar com o dito cujo (depois, também não adianta entrar no jogo do “tá vendo, eu avisei!” que só piora a situação...), o escritor publica sua obra e (creia!) tem gente que acha ele o máximo e a empregada te manda para a Justiça do Trabalho pois acredita que foi lesada...
Li há alguns dias, não me lembro onde, que existe um site onde as pessoas portadoras de DST´s mandam mensagens para seus (ex) parceiros recentes com o seguinte conteúdo : “Saimos ontem , foi bacana, mas vc pode ter contraido uma DST – fica esperto” (ou mais ou menos isso). Gente, que saída genial para não encarar a pessoa de frente (ou ao menos, pelo telefone) e evitar todo o constrangimento de assumir a responsabilidade pelos seus atos impensados - com direito a isenção de emoções e frieza de raciocínio. Agora, o problema passa a ser de quem recebeu a mensagem. Alegar ignorância já não cabe como desculpa. E por ai vão todos os absurdos desta nossa vida moderna, onde mandar e-mails, torpedos e outros substituem a conversa franca, a rapidez de raciocínio necessária para contra argumentar e fazer com que o outro concorde, aceite ou pelo menos respeite o seu ponto de vista. Acredito que essas mensagens rápidas contribuam para o ganho de tempo de pessoas que são tão ocupadas com assuntos mais relevantes. Mas tudo tem limites, não é mesmo?

Por isso, cada vez mais, condicionamos nossos sentidos e ficamos destreinados para situações onde devemos segurar nossas emoções. Quando isso acontece ao vivo, ficamos como o marisco, entre a onda e a pedra, tentando equilibrar esse turbilhão de sentimentos que trava a língua, que deságua muitas vezes num choro sentido ou numa raiva irracional. O jeito é manter a calma, tentar subir para respirar, continuar remando até chegar naquele porto seguro que só a gente sabe onde fica. "Segura sua onda" é o dito popular - construa seu aterro e fique esperando o moço da água de coco chegar. Até o próximo mergulho...

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Mensagens Alarmistas

Como vem circulando pela Internet, acho importante repassar informações sobre prevenção e cuidados com a alimentação para evitar o surto de gripe mas não concordo com o alarmismo que está acontecendo, tanto na rede quanto na TV. Conforme citado numa dessas mensagens que eu também recebi, carniceiros como são, dá para acreditar que a TV deixaria de mostrar situações alarmantes sobre a gripe e superlotação nos hospitais? Também comparar esse surto com a Gripe Espanhola, que ocorreu há quase 1 século, onde o nível de conhecimento dos seres humanos sobre a prevenção e a medicina era inferior ao que temos hoje é o mesmo que comparar computador e mimeógrafo... e daí vale citar até Hittler e seus cadáveres... acho tudo isso um saco!

Como diz o pediatra das crianças, não há como evitar esse novo tipo de vírus - ele vai circular pela população, vai matar muita gente que tem problemas imunológicos, bem como pessoas saudáveis que apresentem complicações e só teremos relativa imunidade depois que ja o tivermos contraido - como o vírus da gripe sofre mutação, a que ocorreu neste ano é diferente da do ano passado e também será diferente da do ano que vem. Salvo pessoas que realmente estão no grupo de risco (grávidas, soropositivos, recem nascidos, convalescentes, etc) não vale a pena viver em sintonia com o medo, ficar sem sair de casa, só esperando pelo pior. Acreditar em Deus e saber que nenhuma folha de árvore cai sem a Sua permissão é o maior antiviral que podemos tomar. Todos os dias.