Semana passada li um texto muito interessante onde a autora comentava sobre o universo íntimo. Após algumas considerações, ela finaliza propondo a seguinte questão -
"Você tem sido um bom hospedeiro de si mesmo?" Pensei muito sobre isso... Em comum com a autora, tenho alguns pontos, como: aqui dentro também toca música o tempo todo (as mesmas que tocavam nas propagandas do Hollywood - os mais novos que me perdoem...) e mora em mim uma criança que não perde o interesse em descobrir o mundo...
Lembrei de outro escritor, doutor em psicologia, que classifica as zonas obscuras deste universo como "favelas mentais", lugares feios, sujos, ruins de se viver. Considero bastante pertinente essa associação pois além daqueles gringos malucos que vem aqui pro Rio acho que são raras as pessoas que gostariam de se hospedar numa favela...
Outro ponto interessante também é a afirmação filosófica de que nós somos o que pensamos. Esqueça as variações de que somos o que comemos, compramos, usamos, criamos... vamos simplificar - ou complicar, porque somente o fato de vasculhar nossas mentes já é uma viagem insólita (estou muuito anos 80 hoje!). O pensamento cria ou destrói, incentiva ou desanima, tudo conforme a nossa vontade. O desafio é dominar essa vontade, transformar essa "favela" num lugar claro, limpo, com cheiro de flores e aconchegante, para que cada vez mais possamos "morar" dentro de nós! Sem essa de querer fugir, ligar no automático, pois esse encontro algum dia terá que acontecer e , numa boa, quanto antes, melhor!
Pessoalmente, conclui que "minha casa mental" é um bom lugar para eu viver, organizei sentimentos e pensamentos em prateleiras e caixas - alguns sempre à mão e outros mais escondidinhos... faxinas também são constantes pois percebi a necessidade de reciclar algumas atitudes, doar outras tantas e sempre, mas sempre mesmo, abastecer a despensa de boas vibrações. E a trilha sonora continua tocando...